Tecnologia

Resgate de Legado

O sistema funciona, mas quem escreveu foi embora.

O problema

Existe uma faixa inteira da indústria e do comércio brasileiro rodando sobre sistema escrito em Delphi, Visual Basic 6, Access ou Clipper. O sistema funciona. Faz o que a empresa precisa. E não tem mais quem mantenha.

O desenvolvedor original se aposentou, saiu ou virou sócio de outra coisa. O código não tem documentação. A regra de negócio está dentro do formulário, misturada com a interface. Contratar alguém é quase impossível: a faculdade parou de ensinar, e quem sabe está perto da aposentadoria.

As duas saídas convencionais são ruins. Reescrever tudo é orçamento de sete dígitos, prazo de dois a três anos e risco de parar a operação no meio. Trocar por um ERP de mercado significa abandonar vinte anos de regra específica que ninguém consegue sequer listar para o fornecedor.

Enquanto isso, o risco cresce em silêncio: uma máquina que não pode ser desligada, uma versão de Windows que a segurança já deveria ter bloqueado, e uma pessoa só que sabe onde fica o backup.

O que fazemos

Agentes de codificação leem legado muito bem — é uma das coisas em que eles mais evoluíram. O problema é que agente que gera código Delphi sem alguém que saiba ler Delphi não é produtividade, é risco com velocidade. Nós validamos o que o agente produz porque construímos nesses ambientes por duas décadas.

Trabalhamos em três níveis. Você pode parar em qualquer um.

01

Cartografia

Agentes leem o código inteiro e produzem documentação executável: o que cada módulo faz, quais regras de negócio estão embutidas, quais dependências existem, onde estão os riscos. Saída: um mapa que você pode entregar a um fornecedor, a um comprador em due diligence ou a um desenvolvedor novo.

02

Cerco

Extraímos os dados do legado para uma camada moderna — Postgres, Supabase ou lakehouse — sem tocar no sistema original. A empresa passa a ter BI, integração, API e aplicativo novo rodando sobre dado confiável, enquanto o legado continua fazendo o que sempre fez. É a etapa que devolve capacidade sem risco.

03

Substituição por partes

Módulo a módulo, com o legado rodando em paralelo até o novo passar exatamente nos mesmos testes. Sem virada de chave, sem fim de semana de migração, sem “vai que dá”.

O que você recebe

  • Mapa do sistema: módulos, fluxos, dependências, pontos de falha
  • Inventário das regras de negócio extraídas do código, em linguagem de negócio
  • Avaliação de risco de descontinuidade, com prioridade
  • Camada de dados moderna alimentada pelo legado, versionada e testada
  • Documentação de cada módulo substituído, com os testes que provam equivalência

Como medimos

Três medidas, nesta ordem.

Risco removido: número de pessoas capazes de manter o sistema, antes e depois. Sair de uma para três é o ganho principal e não aparece em planilha.

Custo evitado: o orçamento da reescrita completa menos o custo do caminho por partes. Normalmente é a diferença entre um projeto de sete dígitos e um de cinco.

Velocidade recuperada: tempo entre pedir uma funcionalidade nova e ela estar em produção.

Para quem é — e para quem não é

É para você se

  • o sistema crítico da empresa está em Delphi, VB6, Access, Clipper ou equivalente
  • menos de duas pessoas conseguem alterar o código hoje
  • já pediu orçamento de reescrita e o número assustou
  • precisa de BI, integração ou aplicativo novo e o legado é o bloqueio

Não é para você se

  • o sistema já está em stack moderna com equipe ativa
  • a decisão de trocar por ERP de mercado já foi tomada e assinada
  • espera reescrita completa em três meses
  • não há ninguém na empresa que conheça as regras de negócio

O que sobra se não der certo

O mapa e o inventário de regras. Vinte anos de conhecimento que só existia dentro do código passam a existir em documento legível. Isso muda a sua posição em qualquer negociação futura — com fornecedor de ERP, com comprador, com desenvolvedor novo. É o ativo que a empresa deveria ter e nunca teve.

Como começamos

Cartografia, entrega em duas a quatro semanas conforme o tamanho do código. Você recebe o mapa do sistema, o inventário de regras e a avaliação de risco. É útil por si só, e é o que define se faz sentido seguir para o cerco.

Vamos descobrir se paga.

Uma conversa de trinta minutos. Se não fizer sentido para a sua operação, eu falo na hora.

Serve para calibrar a conversa, não para filtrar quem pode falar comigo.

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